Klabin (KLBN11): Citi reduz preço-alvo para R$ 26 e mantém recomendação de compra; vê melhora da celulose em 2026

O Citi cortou o preço-alvo da Klabin de R$ 27 para R$ 26 por ação, mantendo a recomendação de compra, e aponta expectativa de melhora nos fundamentos do mercado de celulose em 2026 que deve sustentar os resultados da companhia. A instituição projeta Ebitda ajustado de R$ 8,4 bilhões para 2026 e destaca que a ação negocia a cerca de 6,8 vezes esse Ebitda projetado, com yield de fluxo de caixa livre estimado em ~12%.

Por que o Citi reduziu o preço-alvo?

A redução do preço-alvo de R$ 27 para R$ 26 por ação reflete, segundo o Citi, maior participação de acionistas minoritários após a conclusão do Projeto Plateau. Apesar do corte, o banco manteve a recomendação de compra, apontando que os fundamentos da Klabin permaneceram suficientemente atrativos quando considerados os parâmetros de valorização usados na análise.

Como ficaram as estimativas operacionais para 2026?

O Citi manteve a projeção de Ebitda ajustado para 2026 em R$ 8,4 bilhões. Para o primeiro trimestre de 2026 (1T26), o banco elevou a estimativa de Ebitda em 13%, para cerca de R$ 1,8 bilhão, atribuindo o aumento a maiores embarques de celulose e papel e a um custo caixa por tonelada mais baixo. Entre as premissas operacionais e de mercado consideradas para 2026, o banco trabalha com preço médio de US$ 591 por tonelada para celulose de fibra curta (hardwood), câmbio de R$ 5,45, custo caixa entre R$ 3.200 e R$ 3.300 por tonelada — alinhado ao guidance da própria companhia — e crescimento de 2% nos volumes totais, para 4,1 milhões de toneladas.

Qual é o principal vetor de alta identificado pelo banco?

O Citi aponta que a dinâmica de preços da celulose será o principal catalisador no curto prazo. Embora espere que preços de celulose de fibra longa (softwood) e fluff permaneçam pressionados no início do ano, os analistas veem possibilidade de recuperação ao longo do segundo trimestre, o que tenderia a favorecer as margens da Klabin.

E o desempenho de papel e embalagens?

Segundo o relatório, o segmento de papel e embalagens deve apresentar melhora mais consistente apenas a partir do meio do segundo trimestre ou no terceiro trimestre, dependendo das condições do mercado doméstico. Ou seja, a recuperação desse segmento tem horizonte mais dilatado e é sensível à demanda interna.

Valuation: por que a ação segue atraente, segundo o Citi?

Apesar do ajuste no preço-alvo, o Citi considera a ação atrativa dentro do setor. A casa aponta que Klabin negocia a cerca de 6,8 vezes o Ebitda projetado para 2026 e que o yield de fluxo de caixa livre (FCF) estimado para o mesmo período é de aproximadamente 12%. Esses múltiplos sustentam a visão construtiva do banco sobre a capacidade da empresa de gerar caixa em 2026.

Impacto do Projeto Plateau na estrutura acionária

O relatório cita expressamente que a redução do preço-alvo incorpora maior participação de minoritários após a conclusão do Projeto Plateau. Esse movimento na composição acionária foi suficiente para alterar a avaliação do banco, embora não tenha mudado sua recomendação comercial.

Timing e riscos implícitos nas expectativas do Citi

As projeções do Citi dependem de recuperação de preços da celulose no segundo trimestre e de contenção de custos caixa por tonelada conforme o guidance da Klabin. A manutenção de pressões iniciais sobre preços de softwood e fluff, ou um atraso na recuperação da demanda por papel e embalagens, pode postergar a recuperação de margens que o banco incorpora ao seu cenário para 2026.

O Citi mantém uma visão construtiva sobre a Klabin ao projetar Ebitda ajustado de R$ 8,4 bilhões para 2026 e ao elevar a estimativa de Ebitda para 1T26 para cerca de R$ 1,8 bilhão, mesmo após reduzir o preço-alvo para R$ 26 por ação. A leitura do banco é que a melhora nos fundamentos da celulose em 2026, combinada com múltiplos atrativos (≈6,8x Ebitda 2026 e FCF yield ≈12%), coloca a empresa em posição favorável para gerar caixa robusto no próximo ano.

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