Valdemar diz que Bolsonaro ‘não é uma pessoa normal’ e defende Flávio como opção com programa econômico

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro tinha "destemperos" ao governar e, em tom de brincadeira, declarou que Bolsonaro "não é uma pessoa normal". Valdemar elogiou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como mais equilibrado e disse que o partido irá pressioná‑lo a apresentar um programa econômico estruturado para sustentar eventual projeto nacional.

Comparação direta entre Jair e Flávio Bolsonaro

Em jantar com empresários realizado em São Paulo e organizado pelo grupo Esfera Brasil, Valdemar Costa Neto traçou uma linha clara de distinção entre o estilo político do ex‑presidente Jair Bolsonaro e o do filho, o senador Flávio Bolsonaro. "O Bolsonaro tinha mais dificuldades. Eu brinco muito dizendo, mas é verdade: o Bolsonaro não é uma pessoa normal", afirmou o dirigente do PL, referindo‑se a "destemperos" atribuídos ao ex‑chefe do Executivo. Valdemar acrescentou que essas atitudes e o modo de governar do pai não se repetem no senador: "Quando a gente via as atitudes dele, o trabalho dele, havia destemperos que o Flávio não tem."

Flávio visto como mais equilibrado e preparado

O presidente do PL descreveu Flávio Bolsonaro como "equilibrado, preparado e [com] carisma", além de elogiar sua oratória — "falar bem" — e seu forte prestígio no Rio de Janeiro, que classificou como um Estado estratégico para o partido. Valdemar afirmou ter se surpreendido positivamente com o desempenho do senador em São Paulo e defendeu que Flávio reúne condições para liderar um projeto de âmbito nacional. A avaliação pública do líder do partido coloca o senador em posição de destaque nas discussões internas sobre o futuro político do PL.

Exigência por programa econômico e interlocução com nomes do governo anterior

Apesar dos elogios ao perfil político de Flávio, Valdemar deixou claro que o que considera essencial para uma candidatura viável é a ancoragem em propostas econômicas consistentes. "Não podemos ter só guerra", disse, indicando que embates ideológicos não bastam para sustentar uma plataforma eleitoral. Para isso, afirmou que o partido irá insistir para que o senador apresente um programa econômico estruturado, dialogando inclusive com nomes que integraram o governo anterior, como o ex‑ministro da Economia Paulo Guedes, com o objetivo de formular propostas com resultados concretos e perceptíveis à população.

Decisões sobre candidatos ao Senado em São Paulo ficam com Bolsonaro e Eduardo

Valdemar também tratou da estratégia do PL em São Paulo, informando que a definição dos candidatos ao Senado no Estado ficará sob responsabilidade do ex‑presidente Jair Bolsonaro e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL‑SP). Entre os nomes já citados pelo dirigente estão o deputado Mário Frias (PL‑SP) e Renato Bolsonaro, além do deputado Marco Feliciano (PL‑SP), mencionado mais tarde durante sua exposição. A declaração sugere que a cúpula do partido mantém uma lógica de centralização na escolha de candidatos para a chapa paulista.

Contexto do evento e interlocução com União Brasil

O comentário de Valdemar foi feito durante um jantar em São Paulo no qual também participou o presidente nacional do União Brasil. O encontro com empresários, organizado pelo grupo Esfera Brasil, serviu como palanque para observações sobre caminhos políticos do PL e articulações para eventuais nomes e programas. A presença de representantes de outras siglas indica uma tentativa de diálogo com setores do mercado e atores políticos fora do núcleo estrito do partido.

Valdemar colocou Flávio Bolsonaro como alternativa mais equilibrada ao estilo de Jair Bolsonaro, mas condicionou apoio à apresentação de um programa econômico consistente, com interlocuções que podem incluir figuras do governo anterior. Pendente, segundo o dirigente, está a formalização de candidaturas em São Paulo, cuja decisão ficará a cargo de Jair e Eduardo Bolsonaro.

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